quinta-feira, 7 de abril de 2011


HÁ 40 ANOS, A MÚSICA PERDIA O RUSSO STRAVINSKY

Ígor Fiódorovitch Stravinsky (em
russo: И́горь Фёдорович Страви́нский; Oranienbaum, ), nasceu em 17 de Junho de 1882 )foi compositor, pianista e maestro russo, considerado por muitos um dos compositores mais importantes e influentes do século XX.
Foi o
arquétipo do russo cosmopolita, escolhido pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do século.Além do reconhecimento que obteve pelas suas composições, ficou ainda famoso como pianista e maestro, estando nessa condição muitas vezes na estréias das suas obras. A carreira de compositor de Stravinsky foi notável pela sua diversidade estilística.

Inicialmente adquiriu fama internacional com três ballets encomendados pelo empresário Sergei Diaghilev e executados pelos Ballets Russes de Diaghilev: L'Oiseau de feu ("O Pássaro de Fogo") (1910), Petrushka (1911/1947), e Le Sacre du printemps ("A Sagração da Primavera") (1913).


A Sagração, cuja estréia provocou um motim, transformou o modo de pensamento dos compositores posteriores acerca da estrutura rítmica, e foi largamente responsável pela reputação duradoura de Stravinsky enquanto revolucionário musical, forçando as fronteiras do design musical.


Após esta fase inicial russa, Stravinsky virou-se para o
neoclassicismo na década de 1920. As obras deste período tendem a utilizar as formas musicais tradicionais (concerto grosso, fuga, sinfonia), frequentemente disfarçadas com um veio de emoção intensa sob uma aparência superficial de distanciamento ou austeridade, muitas vezes prestando tributo à música de mestres anteriores, como J. S. Bach e Tchaikovsky.

Nos anos 1950 adaptou os procedimentos do serialismo, utilizando as novas técnicas ao longo dos seus últimos vinte anos. As composições de Stravinsky deste período têm pontos em comum com toda a sua produção anterior: energia rítmica, a construção de idéias melódicas desenvolvidas a partir de algumas células de duas ou três notas, e clareza de forma, instrumentação e expressão vocal.

Também publicou vários livros ao longo de sua carreira, quase sempre com a ajuda de um colaborador, por vezes não nomeado. Na sua autobiografia de 1936, Chronicles of My Life, escrita com a ajuda de Walter Nouvel, Stravinsky incluiu a sua famosa declaração de que a "música é, pela sua própria natureza, essencialmente impotente para expressar seja o que for.”

Com Alexis Roland-Manuel e Pierre Souvtchinsky escreveu as suas Charles Eliot Norton Lectures (Harvard University,1939–40 ), que foram feitas em francês e mais tarde coligidas sob o título Poétique musicale em 1942 (traduzidas para o inglês em 1947 como Poetics of Music). Muitas entrevistas nas quais o compositor conversou com Robert Craft foram publicadas como Conversations with Igor Stravinsky.


Colaboraram ainda em mais cinco volumes adicionais durante a década seguinte.


Há 40 anos, em 6 de abril de 1971, em Nova Iorque, morria um dos mais completos e rebeldes músicos do século XX.

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